Enquanto ela dorme, eu fico a olhar. Ao se aproximar o vento frio, longe voa meu pensamento. Trancado no porão, esqueço a vida. Estacionado no porto solidão, estou escondido! O porto solidão, território sem beleza. Sem porta, sem portão; só a famigerada da tristeza. A morte lá nos espera, para um sorriso final. Ti aguardando de braços aberto, para um beijo mortal. A solidão é vingativa, não têm hora marcada. Ela aparece do vazio, mais cruel de madrugada. Poço sem fundo, apartamento abandonado! É uma dor mais profunda, de um coração apaixonado! Onde ela passa, deixa um rastro, um vazio destrutivo. A solidão é imperativa! Você pode estar na multidão, ou cercado de alegria. Derepende, chega a solidão, ti trazendo a melancolia. Cuidado com o veneno, da solidão mortifica! Ela sempre vem trazendo, o anjo triste! Robson Maia - A poesia em carne e osso!